sábado, 3 de outubro de 2009

SÃO FRANCISCO E AMAZÔNIA

POESIAS

Frei Carlinhos

Ó meu São Francisco, protetor
da natureza
Venha abraçar esta terra amazônica
São tantas águas, tantas terras
e selvas
De muitos povos em
harmonia sinfônica

Ó meu São Francisco, protetor
da natureza
Venha abraçar este povo sofrido
De norte a sul, de leste a oeste
Em tantas cidades e sertões queridos

Ó meu São Francisco, protetor
da natureza
Vem cuidar desta nossa irmã terra
Vem dar paz, vem dar vida a este povo
Ferido a cada dia, em clima de guerra

Ó meu São Francisco, protetor
da natureza
Por onde andamos, névoas de poluição
Nos becos e vilas, o perigo da morte
O que lemos e vemos: violência
e ambição

Ó meu São Francisco, protetor
da natureza
A mãe terra explorada, vem morrendo
Que a humanidade desde
sempre consciente
Não se esqueça do que
está acontecendo

Ó meu São Francisco, protetor
da natureza
Pede ao povo unir mente e coração
Por uma terra liberta de todo o mal
Por mais vida e missão neste chão.

ECOLOGIA E ESPIRITUALIDADE



Louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas,
Especialmente o Senhor Irmão Sol, que clareia o dia e com sua luz nos alumia.
E ele é belo e radiante com grande esplendor: de ti, Altíssimo, é a imagem.



Louvado sejas, meu Senhor, pela
irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste claras e
preciosas e belas.


Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado ou sereno, e todo o tempo pela qual às tuas criaturas dás sustento.


Louvado sejas, meu Senhor,
pela irmã Água, que é muito útil e
humilde e preciosa e casta.


Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão Fogo pelo qual iluminas a noite.
E ele é belo, vigoroso e forte.


Louvado sejas, meu Senhor, por nossa
irmã a mãe Terra, que nos sustenta e governa, e produz frutos diversos e coloridas flores e ervas.


Louvado sejas, meu Senhor, pelos que perdoam por teu amor, e suportam enfermidades e tribulações.
Bem aventurados os que sustentam a paz, que por ti, Altíssimo, serão coroados.


Louvado sejas, meu Senhor, por nossa
irmã a Morte corporal, da qual homem
algum pode escapar. Ai dos que
morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar conformes à tua santíssima vontade, porque a morte segunda não lhes fará mal!
Louvai e bendizei a meu Senhor, e dai-lhe graças, e servi-o com grande humildade.

SOLENIDADE - SÃO FRANCISCO DE ASSIS



UM CERTO FRANCISCO DAS TERRAS DE ASSIS
Mateus 11,25-30

Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração (Mt 11, 30)

Quem vai a Assis tem a impressão de encontrá-lo numa daquelas ladeiras ou esquinas com casas douradas. Sim, ele continua vivo, muito vivo no mundo e entre nós. Sua personalidade é tão rica e variegada que não sabemos por onde tocar o essencial. Ele não é dele. É propriedade de Deus.

Francisco é um ser ferido de amor. Ama o Pai de todas as luzes, ama o Cristo no presépio simples e na cruz dolorida. Chora pelas ruas porque o Amor não é amado. Refugia-se nas grutas para poder tranquilamente suspirar de amor. Quer desafeiçoar-se de tudo, para ser do Altíssimo e Bom Senhor.

Francisco é pobre, pobre de uma felicidade sem par, porque compreendeu que Cristo se vestira da pobreza. De tanto extasiar-se diante do Cristo, seu Amado, seu Amado Pobre, quis ser esposo da esposa Pobreza. Enamorou-se dela como a mais linda de todas as esposas.
Gostava de ver as coisas com plasticidade. Queria ver o nascimento de Jesus: o presépio, os animais, os pastores.Tem seus gostos e suas particularidades.

Bom e carinhoso ele pede ao Ministro que busque o frade pecador e lhe proponha o perdão. Nada pode quebrar a fraternidade. Os irmãos são muito importantes... sem ele não somos nada.
Sim, o que precisava ser feito, não podia ser postergado.
Poucos homens o mundo conheceu como esse Francisco das terras de Assis.

OS SEGREDOS REVELADOS AOS PEQUENOS



Eu te louvo, Pai, porque revelaste estas coisas aos pequeninos...(Lc 10,21)

Todos os que hoje vivem intensamente a fé cristã sabem que, em determinados momentos de sua trajetória, houve encontros densos e pessoais com Cristo ressuscitado. Algumas pessoas, no tempo da adolescência ou da juventude, tiveram uma nítida convicção da proximidade do Senhor que os atraia ao seu seguimento.

No seu agir de todos os dias e na constante contemplação do mistério de Cristo muitos cristãos foram crescendo belamente. Exerceram uma vigilância sobre seus sentidos. Controlam pela ascese seu agir.

Na leitura da Escritura, no lavar os pés dos outros, no tornar o Senhor amado esses cristãos de verdade cuidaram de não atribuir méritos a si mesmos. De tanto se colocarem na verdade diante de Cristo, Mestre e Vida, foram sendo formados a partir do interior. Foram chegando a um estado interior de intimidade com Deus.
Tudo isso está claro nesta passagem de Lucas: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos”.

Atingem os píncaros da santidade porque Deus belo e grande se oculta aos poderosos, os “salvadores da pátria”, aos potentes e se revela aos simples, os que não contam. Conhecem efetivamente o Pai aqueles a quem o Cristo quiser revelar. Ninguém é cristão da noite para o dia. Há o longo tempo das revelações feitas aos pequeninos.
PAZ E BEM!

SANTOS ANJOS DA GUARDA




Seus anjos nos céus vêm sem cessar a face de meu Pai (Mt 18, 10)

Falamos de seres espirituais que atingimos pela fé, pela oração e iluminação interior que nos vem do Espírito Santo.

Quem são os anjos? Antes de mais nada um sinal luminoso da Providência para conosco, sinal da bondade paterna de Deus que não deixa faltar nada de necessário para seus filhos. Como intermediários entre o céu e a terra, os anjos são criaturas espirituais colocadas à nossa disposição para guiar-nos no caminho do Pai.


Esperamos que nosso anjo da guarda nos inspire o bem. Que ele, invisível mas presente, nos mostre o caminho da virtude e desvie nossos passos dos caminhos do pecado.

Conhecemos e apreciamos as palavras do salmo: “Nenhum mal há de chegar perto de ti, nem a desgraça baterá à tua porta; pois o Senhor deu uma ordem a seus anjos, para em todos os caminhos te guardarem” (Sl 90).

“Ó Deus, que na vossa misteriosa providência mandais os vossos anjos para guardar-nos, concedei que nos defendam de todos os perigos e gozemos eternamente de seu convivio”.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

UM LINDO MANTRA



Pai Nosso

São Francisco de Assis

O santíssimo Pai nosso:
Criador, Redentor, Salvador e Consolador;

Que estais nos céus:
nos anjos e nos santos.
Vós os iluminais para o conhecimento, porque vós,
Senhor, sois a Luz.
Vós os inflamais para o amor, porque vós, Senhor,
sois o Amor.
Vós habitais neles repletando-os para a vida beatífica,
porque vós, Senhor, sois o sumo Bem, o Bem eterno,
do qual procede todo bem
e sem o qual nada pode ser bom;

Santificado seja o vosso nome:
reluza em nos o conhecimento de vós,
para podermos reconhecer a largura de vossos benefícios,
o comprimento de vossas promessas,
a altura de vossa majestade e a profundidade dos juízos (cf. Ef 3,18);

Venha a nós o vosso reino:
para que reineis em nós por vossa graça
e nos deixeis entrar no vosso reino,
onde veremos a vós mesmo sem véu, teremos o amor perfeito a vós,
a beatífica comunhão convosco, a fruição de vossa essência;

Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu:
a fim de que vos amemos de todo o coração, pensando sempre em vós;
de toda a alma, aspirando sempre a vós;
de todo o nosso entendimento, ordenando todos os nossos desejos a vós
e buscando em tudo a honra vossa;
de todas as nossas forças,
empenhando todas as virtudes e sentidos do corpo
e da alma na obediência a vosso amor e em nada mais.

E para amarmos o nosso próximo como a nós mesmos,
atraindo, na medida de nossas forças,
para o vosso amor todos os homens,
alegrando-os pelo bem dos outros e pelo nosso próprio bem,
compadecendo-nos deles em suas tribulações
e jamais ofendendo a ninguém;

O pão nosso de cada dia:
vosso dileto Filho Nosso Senhor Jesus Cristo;

nos dai hoje:
a fim de lembrar e reconhecer o amor que teve por nós
bem como tudo o que por nós tem falado, operado e sofrido;

Perdoai-nos as nossas ofensas:
por vossa inefável misericórdia
e o inaudito sofrimento de vosso dileto Filho,
Nosso Senhor Jesus Cristo,
e pela poderosa intercessão da beatíssima Virgem Maria
bem como pelos méritos e súplicas de todos os vossos eleitos;

Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido:
e o que nós não perdoamos totalmente,
fazei vós, ó Senhor, que o perdoemos plenamente,
a fim de que possamos amar sinceramente os nossos inimigos
e por eles intercedamos junto de vós,
não retribuamos a ninguém o mal pelo mal (cf. Rm 12,17)
e nos esforcemos por ser úteis a todos em vós;

E não nos deixeis cair em tentação:
oculta ou manifesta, impetuosa ou inesperada;

Mas livrai-nos do mal:
passado, presente e futuro.

Amém



Francisco não apenas foi homem de oração: foi a própria oração. Uma de suas preces preferidas foi o pai-nosso, ao qual fez um comentário, onde revela compreensão e entusiasmo pela oração do Senhor. A partir destas paráfrases ao pai-nosso, o Autor vai tecendo considerações que surgem espontâneas, simples e práticas. Não se trata rigorosamente de um comentário aos comentários de Francisco, mas de oportunidade para colocar uma série de temas fundamentais na vida cotidiana, onde a oração não só é necessidade, mas também desafio. O Autor lê nas entrelinhas do pai-nosso franciscano e traça um projeto de vida cristã, com simplicidade e clareza.